23 de outubro de 1944: instalação do telégrafo em Cunha

Em uma segunda-feira, no dia 23 de outubro de 1944, Cunha era, finalmente, conectada à rede telegráfica nacional. Assim noticiou o jornal “O Estado de S. Paulo”, em 24 de outubro de 1944: “Inaugurado em Cunha o Serviço Telegrafico Via-Radio. A Diretoria Regional dos Correios e Telégrafos acaba de inaugurar na cidade de Cunha, neste Estado, o serviço telegráfico Via-radio, feito por intermédio da agência postal dessa localidade”. Era uma conquista para o pacato e isolado município serrano, sempre marginal quando o assunto era comunicação e tecnologia. Mas é preciso contextualizar essa benesse, pois como pontua o historiador Giovanni Levi (1992, p. 154), “a abordagem micro-histórica dedica-se ao problema de como obtemos acesso ao conhecimento do passado, através de vários indícios, sinais e sintomas. Esse é um procedimento que toma o particular como seu ponto de partida (um particular que com frequência é altamente específico e individual, e seria impossível descrever como um caso típico) e prossegue, identificando seu significado à luz de seu próprio contexto específico.” E qual era o contexto? Mundial, a Segunda Grande Guerra. E nacional, a ditadura varguista. Durante o Estado Novo (1937–1945), Getúlio Vargas promoveu a expansão das redes telegráficas no Brasil como parte de um projeto mais amplo de centralização do poder, modernização da infraestrutura e controle da comunicação, como pode ser melhor observado, em nossa região, no mapa abaixo. Na época, o telégrafo era uma forma rápida, segura e barata de comunicação, ideal para um país continental e ainda desintegrado, com suas “ilhas regionais”, como o Brasil.

Parte do Mapa das redes postal e telegráfica do departamento dos Correios e Telégrafos, mostrando a distribuição da rede telegráfica de Cunha e seu entorno. Data: 1944. Fonte: Biblioteca Nacional.

Sua implantação em nosso país, entretanto, é mais remota. Nos tempos do Império, a novidade foi rapidamente adotada. Surgida em 1844 nos Estados Unidos, já em maio de 1852 era feita a primeira transmissão telegráfica, no Rio de Janeiro, entre o Quartel-General do Exército e a Quinta da Boa Vista, palácio imperial. A mensagem transmitida teria sido um verso do poeta Gonçalves Dias: “minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá”. Essa modernização era parte do projeto político e econômico D. Pedro II, que teve o seu auge nos anos de 1850, com a implantação de estradas de ferro, iluminação a gás, entre outras inovações, financiadas pelo superávit das exportações de café. O ministro da justiça Eusébio de Queiroz celebrou a novidade: “A comunicação dos pensamentos, das ordens, das notícias já não encontra demora na distância”. Com esta declaração ao imperador, o ministro vislumbrava a nova tecnologia a serviço dos interesses do Estado, da eficiência na administração pública e do cumprimento de suas ordens a tempo. Entre tais interesses, destacava-se a necessidade de agilizar o envio de ordens destinadas à repressão do tráfico de escravos. Mas sua expansão pelo território nacional demoraria ainda e motivou-se por razões menos nobres. Inicialmente circunscrita à província do Rio de Janeiro, a rede telegráfica conhece uma rápida expansão, mas em direção à fronteira meridional, motivada pelas necessidades impostas pela guerra com o Paraguai (1864-1870).

Notícia da instalação do telégrafo em Cunha.

O termo “telégrafo” refere-se a qualquer dispositivo ou sistema destinado à transmissão de informações por meio de sinais codificados a longas distâncias, de maneira confiável e segura entre pontos distantes, superando as limitações impostas pela geografia. Diversos sistemas telegráficos foram empregados ao longo da história; contudo, a designação é mais comumente associada ao telégrafo elétrico. Durante mais de um século, esse sistema constituiu o principal meio de envio de informações impressas, seja por meio de fios condutores ou por ondas de rádio. Concebido antes da invenção do telefone, constituiu um avanço significativo nos sistemas de comunicação. Posteriormente, desenvolveu-se a radiotelegrafia, modalidade de comunicação que utiliza ondas de rádio para transmitir sinais codificados, como o código Morse. Nesse sistema, a portadora de rádio é modulada por meio da variação de sua amplitude, possibilitando a emissão e recepção de informações em tempo real e sem a necessidade de conexões físicas entre os pontos comunicantes. Esta modalidade telegráfica é a que foi implantada na agência postal de Cunha.

Exemplo de telégrafo, no Museu Correios, em Brasília (DF). Foto: Acervo do Museu Correios.

Os sociólogos que estiveram em Cunha em 1945 não deixaram de registrar os meios de comunicação existentes ou não por aqui. Emilio Willems (1947, p. 22) escreveu: “Em 1908 foi construída uma linha telefônica entre Cunha e Guaratinguetá. Explorada por um concessionário privado, ela existiu até 1932. Em toda cidade de Cunha havia dois aparelhos apenas e nenhum na zona rural, circunstâncias essas que provam ter sido bem restrito o uso que se fazia desse meio de comunicação rápido. Na Revolução de 1932, a linha foi destruída. Somente em novembro de 1944, Cunha foi ligada à rede telegráfica do país. Desde então, parte da população urbana está se utilizando, em escala crescente, desse novo meio de comunicação que se integrou rapidamente à cultura local.” Ou seja, Willems relata que no intervalo de apenas um ano, entre a instalação do serviço e o início de sua pesquisa, os telegramas passaram a ser enviados e recebidos por boa parte da nossa população urbana, integrando-se na vida local e a integrando ao restante do país. Não é de se espantar, afinal, toda tecnologia é rapidamente absorvida, pois facilita a vida social e agiliza a transações comerciais de qualquer lugar.

Sobre o telégrafo, um fato anedótico ocorreu nos anos 1950 e foi registrado nas memórias do juiz da comarca de então (Azevedo, 1984, p. 39-41). A luz elétrica de Cunha era péssima. A Usina Hidrelétrica do bairro do Encontro não conseguia suprir a cidade de eletricidade suficiente. Faltava luz quase toda a semana. E, quando tinha, era mortiça. Era a “luz do Zé Saninha”, sinônimo de fraqueza na gíria popular cunhense. Assim, bem precavidos, toda casa da cidade tinha um lampião à querosene, para os dias em que o dínamo da Usina falhasse. E este não decepcionava: falhava dia sim, dia também. O prefeito Antonio Accacio Cursino não sabia mais o que fazer. Vai que falha na véspera da eleição? Seria um desastre… eleitoral. Já tinha, em vão, perdido um dos olhos tentando consertar o motor da Usina. Nesses dias de lida mecânica contava com o apoio técnico do Dr. Lescar Ferreira Mendes, advogado e jornalista cunhense, de saudosa memória, que era, entre outras coisas, mecânico nas horas vagas. Lescar sempre consertava o motor da Usina, mas, certa vez, constatou que não havia mais reparo possível a ser feito. Era um motor do início do século XX. A Usina tinha sido construída em 1923, nos tempos do Coronel João Olympio. E Cunha já estava a 15 dias sem luz elétrica. O único jeito era reparar o motor em São Paulo. Coube ao advogado-mecânico a empreitada de levar o fundido para ser consertado em São Paulo. E ele foi. Pôs o enguiçado na camioneta da Prefeitura e desceu o morro do Facão, rumando para Guaratinguetá e, de lá, para a capital bandeirante. Passaram-se quinze dias e nada. O povo estranhava e indagava: “cadê o motor?”. E reclamava. E o Cursino não sabia mais que desculpa inventar para seus eleitores. Até que, em uma tarde, o carteiro sobe, apressado, as escadas do sobrado do Paço Municipal, no Alto do Cruzeiro, e entrega um telegrama ao prefeito. O remetente era um velho amigo cunhense, residente em São Paulo. A mensagem era esta: “PREFEITO MUNICIPAL DE CUNHA / DOUTOR LESCAR SEGUE HOJE MORTO / PT SAUDAÇOES” A notícia ruim se espalhou rapidamente. “Uma hora depois, a cidade de Cunha se revolucionou consternada e enlutada. Ninguém queria acreditar naquela notícia desalentadora, mesmo porque, aquilo significava o fim de muitas esperanças de luz”. Inacreditável! O Dr. Lescar havia falecido… Mas a tristeza, para felicidade geral, foi curta. Dezesseis horas depois, ouve-se o barulho do arranque da camioneta da Prefeitura vencendo o morro do Facão: nela estava o Dr. Lescar vivo! Trazendo consigo o motor restaurado para alegria de seus patrícios. Festa na comuna. Alívio para familiares e amigos, que não eram poucos. À noite, com Cunha novamente iluminada, se esclarece o mal-entendido. Antes de partir para Cunha, Lescar almoçara com um velho amigo e conterrâneo e solicitou que ele fosse até a agência dos Correios e remetesse um telegrama ao prefeito de Cunha informando sua partida com o motor consertado. E assim o amigo o fez. Acontece que o telegrafista, displicente, trocou o “R” de lugar e, em vez de telegrafar “MOTOR”, telegrafara “MORTO”, causando toda a confusão. Os telegramas precisavam ter uma mensagem curta e direta, sem acentos ou sinais gráficos, o que agilizava o envio, mas abria margem para muitos equívocos e confusões, como foi esse caso. Quanto ao motor, logo voltaria a morrer deixando Cunha às escuras, problema que vai se arrastar até o ano de 1958, quando o Governo Estadual construiu a Usina Hidrelétrica da Cachoeira da Pimenta, sanando a questão da iluminação.

Com relação à chegada do telefone a Cunha, a data apresentada por Willems difere daquelas que nossa pesquisa encontrou nas hemerotecas digitais. As primeiras notícias encontradas sobre o assunto, de um projeto de linha telefônica conectando Guaratinguetá a Cunha são de 1915. Sendo que em 13 de junho de 1916, aparece no jornal “O Estado de S. Paulo” a notícia que que José Florindo Coelho, concessionário da Rede Telefônica Nossa Senhora Aparecida, partindo de Guaratinguetá, deu início à instalação de uma linha telefônica almejando estendê-la até a cidade de Cunha. Essa informação aponta que a instalação ocorreu oito anos depois da referida data apresentada por Willems. Não se sabe qual fonte (oral ou documental) o sociólogo alemão utilizou para cravar a instalação da linha telefônica em 1908. Quanto à sua destruição em 1932, não resta dúvida. O Dr. Pedro Martha, juiz de direito em Cunha nos dias de 1932, relata para Castro Junior (1935, p. 13) o que houve com o telefone: “Os marinheiros estraçalharam o telephone e como temessemos um novo ataque, fui com um rapaz daqui, Geraldo Nascimento que tambem tomára parte na refrega, collocar um apparelho velho, nos muros do Cemiterio. Conseguimos relatar tudo ao delegado de Guará Dr. Venancio Ayres e no dia seguinte chegavam as forças.” Como se extrai do excerto, mesmo atacado, o telefone continuou funcionando. Precariamente, como sempre foi. E durante o conflito que se estendeu em nosso município, entre julho e setembro, as linhas telefônicas foram ampliadas e funcionaram perfeitamente, graças aos serviços dos técnicos do Exército Constitucionalista. Um dos tais, Clementino (1935, p. 98) informa: “Na Delegacia, já havia uma rêde telephonica para Guará, Uzina, Q. G. e Reducto.” E mais (p. 98): “Estendemos o fio telephonico até perto de Apparição a 18 kilometros de Cunha”. E ainda (p. 101): “os fios telephonicos iam até a fazenda do ‘Quim Prudente’ [bairro do Cume].” E conclui (p. 124): “Dias depois da nóssa installação e quando quasi todas as trincheiras tinham telephones e probabilidades de mais promptamente receberem auxilio.” Ou seja, em 1932, durante a Revolução Constitucionalista, Cunha chegou a ter uma ampla rede telefônica, funcionando até mesmo na nossa zona rural. Vicissitudes da guerra. É de se supor que foi arrancada na retirada do Exército Constitucionalista, ocorrida em setembro de 1932, ou foi destruída pelas tropas federais, que ocuparam a cidade logo em seguida. O fato é que não foi mais restabelecida, deixando Cunha sem contato telefônico com outras cidades pelas próximas décadas.

Notícia da instalação da rede telefônica entre Cunha e Guaratinguetá.

Em 1966, segundo Shirley (1977, p. 310), havia 93 telefones em Cunha. Uma quantia razoável, tendo em vista o percentual de moradores da zona urbana. Suprimida desde 1932, a conexão telefônica tinha sido restaurada há pouco tempo, quando Shirley esteve em Cunha fazendo suas pesquisas. Em suas memórias (1984, p. 196), o ex-juiz da Comarca de Cunha Dr. Paulo de Campos Azevedo, escreve indignado: “Na minha Comarca não havia telefone; o telégrafo funcionava precariamente e nesse dia estava interrompido; a estrada, no tempo das chuvas, mais parecia uma trilha de índios.” Havia falecido o desembargador Paulo de Oliveira Costa (que, aliás, é o patrono do Fórum de Cunha) e ele, que estava em Cunha, não ficou sabendo de nada e não pode comparecer ao velório. Era novembro de 1960. O enérgico juiz não deixou barato. Em 30 de junho de 1961, reúne os moradores da cidade no Fórum e, por intermédio seu, traz até Cunha os representantes da Companhia Telefônica Tupi, de Taubaté. É feito um acordo entre os moradores e a empresa. Se pelo menos 50 pessoas comprassem o aparelho e assinassem o contrato com a Tupi, ela proveria a cidade de ligação telefônica. Cada aparelho custava 40 mil cruzeiros. O acordo é fechado: colheram-se mais de 70 assinaturas no dia. As ligações interurbanas seriam realizadas por micro-ondas, através da estação de Paraibuna. Encerrava-se uma das mais antigas reivindicações de Cunha, que levou o prefeito de Cunha, naquela época, Osmar Felipe a apelar até para o poeta Guilherme de Almeida, que solidário ao povo de Cunha, usou, inclusive, a sua coluna no Estadão para transcrever o ofício enviado pelo prefeito (O Estado de S. Paulo, 19 fev. 1960, p. 5), reforçando o pedido endereçado ao Governo Estadual que se restabelecesse a linha telefônica de Cunha. O “príncipe dos poetas” havia lutado em Cunha, em 1932, e tinha um carinho especial pelos “cunheiros”. Amizade nascida nas trincheiras. 

Antiga central telefônica de Cunha, na Praça Prudente Guimarães. Atualmente, no prédio está instalado o Conselho Tutelar. Data: década de 1960. Arquivo: Prefeitura Municipal de Cunha.

O impacto dessa tecnologia de comunicação foi modesto em seus primórdios. Além de não haver nenhuma ligação telefônica na imensa zona rural de Cunha, Shirley (1977, p. 196) aponta que apenas uma linha ligava Cunha e Paraty com a cidade de Guaratinguetá e de lá com as outras cidades do país. O serviço interurbano era, portanto, “demorado e irregular”. Uma chamada para a capital, por exemplo, demorava de meia hora até doze horas para ser feita. Um tempo impensável nos dias de hoje, mas que já naquela época limitava muito o uso do telefone em Cunha, a ponto do próprio antropólogo considerar seu impacto sobre a tradição local praticamente nulo, uma vez que seu uso era restrito, limitado e intermitente.

Atualmente, o uso do telefone fixo é cada vez mais raro, devido ao avanço da telefonia móvel e dos aplicativos de mensagens instantâneas, que funcionam via internet e estão nos smartphones de quase todas as pessoas. Por outro lado, os Correios afirmam que no primeiro semestre de 2024, 1,5 milhão de telegramas foram enviados no Brasil, uma média de 8 mil correspondências por dia. Não mais, obviamente, por rádio ou por cabos elétricos, mas pela internet. Atende, assim, os interesses das empresas e órgãos públicos que precisam notificar, cobrar ou comunicar determinada pessoa física ou jurídica por escrito, de forma oficial e confiável.

A comunicação sempre foi um problema histórico de Cunha, nosso gargalo, que múltiplos impactos trouxe sobre a economia e a sociedade. Já em 1945, Willems (1947, p. 164) concluía: “A fundação e história de Cunha ligam-se à existência de uma das  grandes estradas imperiais por onde o interior se comunicava com o  porto de Parati. Modificada a rede de comunicação pela construção da  Estrada de Ferro Central do Brasil, Cunha entrou numa longa fase de  isolamento e estagnação econômica, interrompida somente em tempo muito recente pela construção de uma rede de rodovias intra e intermunicipais”. A estagnação prosseguiu, porque nem toda rede de estradas é capaz de gerar fluxos rápidos o suficiente para atender às demandas do capital. Ainda hoje, fechando o primeiro quartel do século XXI, sofremos em Cunha com a falta de internet nos dias chuvosos ou quando incendeiam a Serra do Quebra-Cangalha. Os cabos de fibra óptica que nos conectam ao mundo são precários e nos fornecem um serviço lento, sofrível e intermitente. Funcionam aos trancos e barrancos. Como foi o telégrafo, o telefone, o rádio e o televisor. Cunha nunca muda. É o que dizem…

Imagem de capa: Meramente ilustrativa, de uma agência postal com serviço telegráfico, gerada por inteligência artificial.

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