Cunha: composição étnica em 1.828

Cem anos após a sua fundação e logo após a Independência do Brasil, a Vila de Cunha somava 3.192 almas, espalhadas, sobretudo, pelo seu extenso território rural, já que a população urbana naquele tempo era insignificante. Nada de insignificante era a sua importância econômica para o Vale e para a Província de S. Paulo. Impossibilitada, devido ao clima frio, de produzir café e cana-de-açúcar na escala reclamada pelo mercado, o município, desde os primórdios, dedicou-se à produção de gêneros de primeira necessidade para a economia interna, como milho, carne de porco, toucinho e tabaco. Embora fosse pequena a sua população de 1.828, era muito mais significativa relativamente do que os 22 mil habitantes de hoje, em um Estado com 43,7 milhões de habitantes. Na época a Província contava com apenas 221.559 habitantes, portanto, Cunha concentrava cerca de 1,5% de toda a população da Província. Nas fazendas, as plantações e o árduo trabalho agrícola demandavam uma grande e eficiente mão de obra, obtida principalmente através da escravização dos negros, daí se observa a grande proporção de população negra em nosso município, como se observa no gráfico.

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