Bocaininha da Boa Esperança é um dos trezentos bairros rurais de Cunha. Localizado no extremo norte do município, dentro da área rural do distrito de Campos Novos, o lugar está a mais de 1.000m de altitude. Por um vale encaixado e estreito corre o rio Paraitinga, que banha o bairro, marcando a paisagem do lugar. O Paraitinga desce, engatinhando, as grimpas do Planalto da Bocaina e adentra o território cunhense nessa região. Diáfano ainda, porém menos volumoso e mais pedregoso. Daí o porquê de seu som, constante, integrar o cenário. A estradinha, que o margeia e se esgueira entre ele e as montanhas, vai para São José do Barreiro. O limite municipal é ali pertinho, um pouco mais arriba.
Rio Paraitinga, em um trecho encachoeirado, assim que adentra o território cunhense. Foto: Bota na Lama. Data: jun. 2018.
Tudo é planalto. As exíguas planícies de inundação e terraços fluviais (várzeas) constituem a exceção. Um pouco mais ao norte, há os Campos Naturais de Altitude. Paisagem agreste e lindíssima. Única em nossa região. Merece ser visitada.
Localização do bairro no mapa de 1945, de pousos da Folia do Divino, elaborado por Alceu Maynard Araújo.
Ipês, araucárias, braquiária, franjas de capoeira descendo as encostas. Montanhas mais pontiagudas e menos bojudas diferem o relevo de lá com o nosso de cá. É mar de morros ainda, mas com ondas e cristas. Ao sopé: o capim, a cana, a estrada, o bambuzal, a ponte, o mangueiro e o sítio ao centro. Disposição de elementos que apontam para a pecuária leiteira como atividade econômica principal. Mas já foi a agricultura. E já teve até tropeiro, como o Pedro Mineiro.
A caminho da Bocaininha. Foto: Cláudio Luiz de Mello
Aspecto do relevo no bairro da Bocaininha da Boa Esperança. Foto: Cláudio Luiz de Mello.
A caminho de São José do Barreiro. Estradas, estradinhas e araucárias. Foto: Erick Sobreiro.
Como todo bairro que se preze, a comunidade da Bocaininha também possui uma igreja, orago de Santa Luzia, uma escolinha (já fechada) e a vendinha. As casas são dispersas pelo vale. Em 2002, moravam no bairro 48 famílias. Hoje, bem menos. De acordo com o Censo 2022, do IBGE, no setor censitário em que está inserido o centro do bairro, havia 110 moradores.
Capela de Santa Luzia, no bairro da Bocaininha da Boa Esperança. Foto: Sandra Gomes. Data: 2023.
Dizem os mais antigos que habitavam a região, antes dos brancos chegarem, os indígenas “Piquira”. Esse povo originário se escondia naquele sertão, fugindo da colonização, que avançava continente adentro. Resistiam à catequização, à escravização imposta pelos portugueses. O bairro tem sua origem no início do século XIX, com a formação da Fazenda Bocaininha, propriedade da família Cardoso de Miranda, de São José do Barreiro. Outra fazenda da região, que deu nome ao bairro, foi a Fazenda Bocaininha. Na década de 1920, migram para a região famílias mineiras, trazendo consigo a pecuária leiteira.
Parte da Carta Topográfica do IGC, escala 1:10.000, mostrando a topografia e o núcleo do bairro. Fonte: Instituto Geográfico e Cartográfico de S. Paulo (IGC). Data: 1978.
O bairro está a 45 Km, a nordeste, da cidade de Cunha. E a 17 Km da vila de Campos de Cunha, sede do distrito. Isolado, Bocaininha é reduto da cultura caipira, autêntica manifestação da Paulistânia. A Folia de Reis é a tradição do lugar. Seus paramentos, dança, música, reza e almoço trazem mais vida à paisagem que a natureza, generosamente, caprichou.
Folia de Reis da Bocaina – Sr. Alfredo Virgulino. Arquivo: Museu Francisco Veloso. Data: década de 1990.
A Serra do Mar – a “Paranapiacaba”, na língua tupi, que significa “lugar de onde se vê o mar”, através da junção de paranã (mar), epîak (ver) e aba (lugar), conforme tradução de Frei Gaspar da Madre de Deus – não é uma cordilheira, um dobramento moderno como é o Andes. É uma cadeia de montanhas alinhadas. Não por acaso, foi entendida pelos colonizadores portugueses, tão afeitos ao Medievo, como uma muralha.
Relevo de origem complexa, sobreposição de diversos eventos geológicos marcam sua evolução. Sua estrutura geológica aponta para formação do antigo continente Pangeia (há 300 milhões de anos) e para a traumática separação da Gondwana (180 milhões de anos), que resultou no nascimento da América do Sul e da África. Esse relevo escarpado, aliás, é herança dessa separação.
Mas não só isso. O tectonismo foi intenso, de modo que a parte mais alta desse relevo antigo foi totalmente destruída e foi se depositar no fundo do mar ou na Bacia Sedimentar do Paraná. O que vemos hoje da Serra do Mar, seus pontões rochosos, é uma belíssima exposição natural de rochas graníticas que foram formadas a 30 quilômetros de profundidade. O intemperismo e os sucessivos processos erosivos foram esculpindo esse relevo, salientando as rochas mais resistentes. As rochas mais fracas não tiveram vez. Viraram sedimentos.
Serra do Marumbi – Km 60. Foto: Arthur Wischral. Data: 1928. Fonte: Instituto Moreira Salles (IMS).
Ranhuras erosivas fazem parte da paisagem natural, mesmo em áreas cobertas de Mata Atlântica. São resultantes dos altos índices pluviométricos, condicionados pela proximidade com o oceano e pela altura das montanhas, que ultrapassam com folga a cota dos 1.000 metros, combinados com a declividade acentuada, por vezes abrupta, de suas escarpas. O solo raso, sustentado por lajedos, são incapazes de manter-se incólume nesses lugares. Todos esses processos geológicos recobertos por floresta tropical resultaram em uma paisagem de beleza cênica ímpar, de cartão-postal, como a mostrada acima, no município de Morretes (PR).
Duas falhas transcorrentes pré-cambrianas perlongam a Serra do Mar e seu reverso. Geólogos interpretam as escarpas da serra nesse trecho como resultado de abatimentos e basculamentos de blocos de falha. Dada a continuidade topográfica da Serra do Parati com o planalto, é provável que elas representem a parte frontal de erosão remontante da borda do planalto entre os dois maciços resistentes dos promontórios sustentados pelas rochas alcalinas da ilha de São Sebastião e o granito do Parati.
Origem e evolução da Serra da Mantiqueira e da Serra do Mar. Fonte: Revista Pesquisa FAPESP. Data: 2021.
Para o geógrafo Daniel Souza, do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE-USP), a Serra do Mar e da Mantiqueira foram “moldadas por incessantes movimentos da superfície e pela erosão causada por rios e pelo clima, principalmente a chuva”. O geólogo Claudio Riccomini, do Instituto de Geociências da USP, acrescenta: “além do clima, há uma forte influência dos movimentos tectônicos, mesmo nos últimos 20 mil anos, na modelagem e na erosão do relevo”. Essas serras já foram uma só, há 130 milhões de anos, quando se formaram, conforme mostra o infográfico acima. Chegaram a atingir incríveis 4 mil metros de altitude! (hoje, não chega a 3 mil…). Mas nada dura para sempre. Tremores sísmicos intensos estremeceram a ligação e o divórcio foi inevitável. Desse distanciamento surgiu o Vale do Paraíba, abertura propícia para o acúmulo de sedimentos oriundos da erosão das duas serras. Esse acúmulo gerou a chamada Bacia Sedimentar de Taubaté, importante feição geológica de rifteamento no Brasil. Há 15 milhões de anos, os rios Paraitinga e Paraibuna, que encorpavam o volume do rio Tietê, foram, finalmente, capturados por esse vale novo, mudando de rumo, e direcionando para o Rio de Janeiro, como é atualmente.
A separação dessas serras trouxe três consequências:
A formação de reservas de petróleo nas bacias sedimentares de Santos e Campos, localizadas no litoral dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro;
Uma nova configuração da rede hidrográfica regional, separando as bacias do Paraíba do Sul e a do Tietê, pelo soerguimento do chamado Alto Estrutural de Arujá;
Vicariância, pois a separação de comunidades de animais e plantas, favoreceu a formação de novas espécies.
Na foto, ao fundo, vê-se a Serra dos Três Picos, com altitudes que variam entre 1.500 – 1.600 metros, dentro do município de Paraty. Captura tomada da Estrada Cunha-Paraty (RJ-165).
A evolução não para. As encostas do Serra do Mar continuam erodindo, se desgastando. A serra vai se distanciando do mar, ampliando a planície costeira.
Foto de capa: mapa “Brasile Centrale” (parcial), autor: Herbet Bayer, Instituto Geographico de Agostini (1952).
Vista aérea de Cunha. Ao fundo, vê-se a Serra do Mar. Foto: Instituto Chão Caipira. Ano: 2011.
No final do século XIX e até no início do XX, Cunha era conhecida como “Cidade das Serras”. Faz jus ao epíteto. Qual fortaleza, é ladeada por três serras. Só não é inteiramente flanqueada porque o rio Paraitinga abriu um vale para se esvair. A alcunha orográfica não perdurou até nossos dias, apesar de geograficamente factual.
Serra do Mar vista da Praça do Rosário. Ano: 2010.
São as três muralhas: a Serra do Mar, a leste e a sul; a Serra da Bocaina, a norte; a Serra do Quebra-Cangalha, a noroeste. Desconheço município deste estado com mais cordilheiras em seu território. Cunha é única.
Serra da Bocaina vista do Cemitério Municipal de Cunha. Ano: 2012.
E ainda dos seus morros é possível ter uma vista esplêndida dos topos da Serra da Mantiqueira, que ao longe, ao norte, demarca o limite litosférico ante ao horizonte e ainda põe termo ao território paulista, nos contrafortes de Minas Gerais.
Serra do Quebra-Cangalha vista de Cunha. Ano: 2021.
Por isso, dizem que não há ocaso mais bonito, do que o visto desta pequena e pacata cidade. E eu, mesmo suspeito, concordo plenamente.
“O Gigante Adormecido”: a Serra da Mantiqueira vista de Cunha. Foto: Paulo Zaccaro. Data: agosto, 2012.
Pedra Grande da Serra da Bocaina. Foto: Pousada Joaninha.
Localização: Está localizada no bairro do Campo da Bocaina, zona rural de Cunha (SP). Está totalmente localizada dentro do território cunhense, mais especificamente dentro do território do distrito de Campos de Cunha, na região fronteiriça com o município de Silveiras (SP). As coordenadas geográficas do lugar, obtida pelo Google Maps, são as seguintes: 22°49’16.1″S; 44°46’05.3″W.
Localização da Pedra Grande, município de Cunha (SP). Cartografia: Jacuhy.
Altitude: É variável, conforme o produto cartográfico, site geoespacial ou SIG utilizado. Assim, é no:
a) IBGE: 1.800 metros. b) IGC: 1.807 metros. c) Google Maps: 1.780 metros. d) Google Earth: 1.810 metros.
Altimetria, cobertura do solo e localização da Pedra Grande, em carta do IGC, escala 1:10.000. Recorte e edição: Jacuhy.
História: Quando os portugueses começaram a colonizar a região do Vale do Paraíba, nos fins do século XVI e início do século XVII, a região da Serra da Bocaina foi um dos últimos refúgios dos indígenas (Puris) que resistiram à catequização e ao aldeamento. No século XVIII, com a descoberta de ouro em Minas, a região é recortada por caminhos alternativos à Estrada Real, aproveitando as trilhas indígenas que já havia pelas galerias e descampados. Da atual cidade de Lorena (SP), antiga Hepacaré, partiam rotas para o gado e para ouro desviado e furtado (descaminhos), visando alcançar o porto de Mambucaba (RJ), desviando das barreiras alfandegárias e postos de fiscalização e controle. No século XIX viveu o Vale o ciclo do café. As rotas serranas foram reativadas, visando escoar a produção até o porto mais próximo. Como as garoupas (município do “fundo do Vale”) foram pródigas na produção, tropeiros atravessavam a Serra com suas tropas abarrotadas de café, almejando chegar à Mambucaba ou Angra dos Reis (RJ). Nesse tempo, de muito trabalho e escravidão nas fazendas da região, a Bocaina forneceu boqueirões e grutas para formação de quilombos de negros fugidos e resistentes à escravidão. Nos anos de 1940, desenvolveu-se naquelas bandas a pecuária extensiva de leite e corte, agravando processos erosivos e levando a destruição da flora local. Com solo pobre, a agricultura nunca foi o forte da área. Nos anos de 1970 surgiu o Parque Nacional da Serra da Bocaina, demonstrando a importância ecológica e a consequente necessidade de preservar a região, estrategicamente localizada entre as duas maiores metrópoles do país, São Paulo e Rio de Janeiro. Ali por perto, em Angra dos Reis (RJ), nos anos de 1970, durante o Regime Militar, começa a instalação da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA), complexo formado por 3 usinas nucleares, projeto para lá de polêmico e muito criticado por ambientalistas. Da década de 1990 em diante, com o advento do turismo na região, a Serra da Bocaina começou a ser explorada pela sua beleza paisagística, pelo clima de altitude e pela vegetação diversificada e esplendida, onde a Mata Atlântica incorpora elementos naturais de áreas subtropicais.
A cidade de Cunha, aos pés da Serra do Alto do Diamante, vista desde a Pedra Grande. Foto: Pousada Joaninha.
Meio físico: A Pedra está localizada na Serra da Bocaina, em lugar marcado pelo clima tropical de altitude, porém bem mais frio e úmido que o entorno, devido à altitude superior e à proximidade com o mar. As temperaturas ficam na média anual inferior a 17°C e com verão brando. Durante os meses de inverno, principalmente junho e julho, ocorrem temperaturas inferiores a 0° C, ocasionando geadas. Está inserida na bacia hidrográfica do rio Paraitinga, sendo uma região de cabeceira e nascentes. O solo da região é típico de região serrana, sendo o cambissolo húmico. A vegetação é de campos de altitude, as matas ficam concentradas apenas nos fundos dos vales. Nos campos de altitude há a predominância de espécies herbáceas e arbustivas. Conforme a altitude diminui, tem-se a dominância de espécies arbóreas que formam uma mata característica da Floresta Ombrófila Mista Alto Montana, com a presença de Araucárias. As unidades geológicas que afloram na região pertencem ao Terreno Embu. Essa entidade tectônica é constituída por rochas metamórficas e ígneas, em sua maioria com idades proterozoicas (formadas há 2,5 bilhões a 542 milhões de anos). A Pedra em si, do ponto de vista geológico, é um afloramento de Metagranitóide Porfirítico, exercendo controle sobre morfologia do entorno, se destacando no relevo devido a sua resistência à alteração intempérica.
Aspecto da Pedra Grande e entorno. Foto: EcoValeTur.
Parque: Apesar de estar na Serra da Bocaina, a Pedra Grande não está inserida dentro do Parque Nacional da Serra da Bocaina, unidade de conservação de proteção integral. Assim, não há controle de visitação ao local, o que pode ser bastante danoso ao ecossistema do lugar. Não há nenhuma estrutura física para atender a demanda de visitantes e nem qualquer tipo de fiscalização pelo poder público. O descarte de lixo feito de maneira inapropriada no local ou mesmo as fogueiras, acendidas pelos esporádicos acampamentos, podem causar poluição ou queimadas acidentais, colocando em risco o rico e diferenciado ecossistema da Bocaina, considerado por muitos cientistas um refúgio ecológico.
Mapa concêntrico da Pedra Grande da Bocaina. Notar a proximidade com Campos de Cunha. Elaboração: Jacuhy.
Ecoturismo: Por estar no topo das escarpas da Serra da Bocaina, a Pedra é um excelente mirante, de onde se pode avistar a Mantiqueira, a cidade de Cunha, parte do Vale do Paraíba, a Serra do Mar e da Quebra-Cangalha e até alguns pontos da Costa Verde fluminense. A beleza cenográfica do lugar é de tirar o fôlego. A exploração turística do mirante já vem sendo feita. Passeios de moto, de bicicleta (mountain bike), a pé (trekking), a cavalo, de carro (off-road) têm a Pedra como paragem (camping) ou percurso. O município de Silveiras já explora turisticamente a Pedra, conforme é possível observar nas suas peças de divulgação turística. No entanto, cabe a Cunha saber aproveitar também o mirante da Pedra Grande, já que é parte de seu território, incluindo-o em seu mapa turístico e como um dos destinos a ser visitado pelos viajantes que aqui chegam ou passam. A inclusão desse mirante contribuirá com o próprio desenvolvimento turístico do distrito de Campos de Cunha. Mas é preciso pensar e planejar formas não predatórias de turismo no lugar.
Vídeo da Pedra feito pela empresa EcoValeTur. Data: 12 de jul. de 2019.
Acesso: A Pedra pode ser acessada por estrada de terra batida, tanto pelo município de Silveiras (SP), via bairro dos Macacos (Colinas), como por Cunha, via bairro da Bocaina. O acesso mais comum e mais recomendado, devido às condições da estrada, é por Silveiras. Pela facilidade de acesso, muitas pessoas confundem a localização da Pedra, colocando-a dentro do município de Silveiras, quando na verdade está dentro de Cunha, conforme pode ser visto nos recortes cartográficos que acompanham esta postagem. Esse Embaraço é reforçado ainda, porque a Pedra está muito próxima à divisa intermunicipal. Equívocos desse tipo ocorrem com frequência com morros em áreas ou próximos de limites territoriais. Veja o que ocorre, p. ex., com a Pedra Macela, na divisa entre Cunha e Paraty (RJ).
Pedra Grande e Serra da Bocaina. Foto: Emil Davidson. Data: maio de 2019. Fonte: Google Maps.
Outras informações: a) No Google Maps, Pedra Grande já aparece como “Trilha de Caminhada”, porém com “plus code” (56JH+7F Silveiras, São Paulo) localizado em Silveiras, possivelmente cadastrado no site pela ECOVALETUR. b) Não temos nenhuma informação sobre as condições de trafegabilidade no momento, das estradas que levam à Pedra Grande; entretanto, convém salientar, que nunca foram boas e não são recomendadas para carros de passeio. c)“Bocaina” é vocábulo de origem tupi, disso não há dúvida; todavia seu significado é controverso. Uma das acepções é: “lugar onde há fontes de água”, derivando de bocá, “irromper”, e ynhã, “fonte, ou jorro d’água”. Talvez seja esse o porquê da Serra apresentar um inexistente lago nas representações cartográficas coloniais, setecentistas; tomando, certamente, os cartógrafos, por fidedigna a tradução literal do vocábulo indígena. No entanto, de fato o termo faz jus à condição hidrográfica da Serra, pois nela nasce o rio Paraitinga, principal formador do rio Paraíba do Sul.
Situação da Pedra Grande, em recorte feito na carta do IBGE, escala 1:50.000. Edição: Jacuhy.
Referências: AB’SÁBER, Aziz Nacib. Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. São Paulo: Ateliê Editorial, 2003. ECOVALETUR. Pedra Grande da Bocaina (roteiro). Disponível em: < https://ecovaletur.com.br/roteiro/pedra-grande-da-bocaina/ >. Acesso em: 2 mai. 2021. GOOGLE MAPS. Disponível em: < https://www.google.com.br/…/@-22.8211891…/data=!3m1!1e3 >. Acesso em: 2 mai. 2021. IBGE. Campos de Cunha. Rio de Janeiro: IBGE, 1974. 1 carta topográfica, color., 4465 x 3555 pixels, 5,50 MB, jpeg. Escala 1:50.000. Projeção UTM. Datum horizontal: marégrafo Imbituba, SC, Datum vertical: Córrego Alegre, MG. Folha SF-23-Z-A-IV-3, MI: 2742-3. Disponível em: < https://biblioteca.ibge.gov.br/…/GEB…/SF-23-Z-A-IV-3.jpg >. Acesso em: 25 nov. 2020. INSTITUTO GEOGRÁFICO E CARTOGRÁFICO (IGC). Ribeirão dos Criminosos. São Paulo: Governo do Estado de S. Paulo – Sec. de Economia e Planejamento: Plano Cartográfico do Estado de S. Paulo / Coordenadoria de Divisão Regional / Divisão de Geografia, 1978. Escala 1:10.000. Projeção UTM. Datum horizontal: marégrafo Imbituba, SC, Datum vertical: Córrego Alegre, MG. Carta SF-23-Z-A-IV-3-NE-D, Folha: 074/135. PREFEITURA MUNICIPAL DE SILVEIRAS. Silveiras, Terra do Tropeiro. Vídeo de divulgação. Letra e música: Celso Galvão. Data da postagem do vídeo: 21 de fev. de 2019. Disponível em: < https://youtu.be/CzMOTWIEja8 >. Acesso em: 20 out. 2020. POUSADA JOANINHA. Passeios. Disponível em: < https://www.pousadadajoaninha.com.br/passeios.php >. Acesso em 26 out. 2020. REIS, Paulo Pereira dos. O indígena do Vale do Paraíba: apontamentos históricos para o estudo dos indígenas do Vale do Paraíba paulista e regiões circunvizinhas. Coleção Paulística, v. 16. São Paulo: Governo do Estado de São Paulo, 1979. ROMARIZ, Dora de Amarante. Biogeografia: conceitos e temas. São Paulo: Scortecci, 2008. SÃO PAULO (Estado). Secretaria do Meio Ambiente, Instituto Florestal. Mapa pedológico do Estado de São Paulo: revisado e ampliado. Marcio Rossi. São Paulo: Instituto Florestal, 2017. 118p. : il. color ; mapas. 42×29,7 cm. Disponível em: < http://www.iflorestal.sp.gov.br >. Acesso em: 1 mai. 2021. SOARES, Arthur Távora de Mello. Mapeamento Geológico, Análise Estrutural e Metamorfismo nasproximidades de Campos de Cunha, São Paulo. Monografia de Graduação em Geologia. Orientadores: Julio Cezar Mendes, Rodrigo Vinagre. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro / Instituto de Geociências / Departamento de Geologia, 2018. Disponível em: < http://hdl.handle.net/11422/4254 >. Acesso em: 2 mai. 2021. TIBIRIÇÁ, Luiz Caldas. Dicionário de topônimos brasileiros de origem Tupi. São Paulo: Traço, 1985. TOLEDO, Francisco Sodero. Estradas Reais: O Caminho Novo da Piedade. Campinas, SP: Editora Alínea, 2009.
Vídeo do canal “Girando na Vida” sobre a Pedra Grande. Data: 18 de mai. de 2020.